quarta-feira, 28 de março de 2012

CUT e Secretaria Nacional de Direitos Humanos iniciam parceria para resgatar a memória da luta contra a ditadura


27/03/2012
Sindicatos serão estimulados a reunir e divulgar seus arquivos

Escrito por: Isaías Dalle

A CUT vai intensificar sua participação no esforço por resgatar a história da luta dos trabalhadores no período da ditadura militar, com o objetivo de impulsionar a instalação da Comissão da Verdade.

Na tarde desta terça, dia 27, o coordenador do projeto Direito à Memória e à Verdade da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Gilney Vianna, esteve reunido com dirigentes da Central para dar início a um trabalho conjunto para resgatar a memória daqueles que, no movimento sindical, foram perseguidos pela ditadura iniciada em 1964.

A CUT vai orientar seus sindicatos a organizar e revelar seus arquivos do período, como forma de ajudar a Secretaria Nacional a consolidar a documentação que vai subsidiar não apenas os trabalhos da Comissão da Verdade, mas ajudar a retratar o período para as futuras gerações.

Esse engajamento, já retratado numa resolução do texto-base do próximo Congresso Nacional da CUT, vai se intensificar durante a realização dos Congressos Estaduais e será levada adiante até o término dos trabalhos da Comissão da Verdade. A Comissão deve durar dois anos a partir de sua instalação, e o prazo pode ser prorrogado.

Esse resgate histórico também fará parte do projeto CUT 30 Anos e envolverá diversas secretarias, que incluirão o tema em suas atividades.

Gilney Vianna foi recebido pelo presidente da CUT, Artur Henrique, pelo secretário de Políticas Sociais, Expedito Solaney, que também é candidato a integrar a Comissão da Verdade, e pelo secretário geral Quintino Severo.

Pelo Fim do Imposto Sindical

CUT lança Plebiscito Nacional sobre Imposto Sindical, em Campinas

O presidente da CUT, Artur Henrique, lançou nesta segunda-feira (26), em assembleia na sede da Elektros, em Campinas, o Plebiscito Nacional sobre o Fim do Imposto Sindical, tributo que desconta um dia de salário por ano de todo trabalhador com carteira assinada do país, independentemente do mesmo ser sindicalizado ou não.



O Plebiscito Nacional, que termina no dia 30 de abril, é a primeira ação da Campanha por Liberdade e Autonomia Sindicais que a CUT realiza até agosto do ano que vem, quando a Central completa 30 anos. A segunda ação é um abaixo assinado que pretende coletar milhões de assinaturas para que a CUT possa exigir a ratificação da Convenção 87 da OIT – Organização Internacional do Trabalho. Esta convenção garante liberdade e autonomia sindicais.

“A CUT defende alternativas democráticas de organização que contribuam para fortalecer a negociação, tornar os sindicatos mais atuantes, combativos, com trabalho de base, preparados para os desafios que o mundo coloca e, evidentemente, ampliar as conquistas da classe trabalhadora. Para isso, o fim do imposto é fundamental”, disse Artur. Para o dirigente, “a atual estrutura sindical impede a liberdade e a autonomia dos trabalhadores e facilita a criação de sindicatos fantasmas, de gaveta, interessados apenas em receber os recursos do imposto”.

Artur lembrou que o Plebiscito será realizado em todas as bases sindicais, ou seja, vai ouvir trabalhadores de sindicatos filiados a todas as centrais. “Vamos para as portas de fábricas, de shoppings, praças públicas, enfim, em todo local onde tiver um trabalhador queremos saber o que ele acha do imposto”.

Lançamento do Livro "A Privataria Tucana" no SEEB-PB

No dia 29 de março, o Sindicato dos Bancários da Paraíba vai promover o lançamento do livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr. O evento faz parte das comemorações pelos 70 anos de história do SEEB – PB e vai acontecer na sede da Entidade (Av. Beira Rio, 3.100 – Tambauzinho), a partir das 19h.
Com cerca de 340 páginas, o livro “A Privataria Tucana” é o resultado de 12 anos de investigações do repórter Amaury Ribeiro Jr. sobre as privatizações de estatais brasileiras, entre elas a Companhia Vale do Rio Doce (empresa do setor de mineração e siderurgia), e a Telebrás (empresa de telecomunicações), ocorridas durante o governo Fernando Henrique Cardoso. O livro traz o resgate histórico desse período, evidenciando os bastidores de todo este processo.
Para o presidente do Sindicato, Marcos Henriques, é muito importante a divulgação de um livro que já é considerado um Best-seller e que traz, além de relatos dos bastidores das privatizações, documentos inéditos sobre lavagem de dinheiro e pagamento de propinas. “Cabe ao movimento sindical promover uma obra que desmistifica a \'era das privatizações\', oferecendo uma visão contundente e realista dos bastidores da política”, argumentou.
Fonte: Sindicato dos Bancários - PB

segunda-feira, 26 de março de 2012

Presidente da CUT-PB participa de Plenária Nacional de Articulação Sindical

O presidente da Central Única dos Trabalhadores na Paraíba (CUT-PB), Luis Silva, participou, durante a semana passada, da Plenária Nacional de Articulação Sindical. O evento aconteceu em São Paulo e trouxe como resultado o acordo sobre a sucessão da CUT Nacional.

De acordo com as informações de Luis Silva, foi decidido na ocasião que a entidade irá trabalhar com uma chapa unificada. Além disso, também foi acordado em se criar uma secretaria de assuntos estratégicos da CUT. As eleições para a nova diretoria executiva da CUT Nacional acontecem durante o Congresso Nacional que está previsto para acontecer em julho deste ano, em São Paulo.

Luis Silva explicou que durante a Plenária também se debateu sobre as mudanças nas propostas para o Congresso Nacional da CUT. As mudanças são referentes ao Congresso posterior, que deve acontecer apenas em 2015 e referem-se à paridade no número de delegados entre os gêneros. Ou seja, a mesma quantidade de homens e mulheres como delegados(as).

quinta-feira, 22 de março de 2012

CUT-PB realiza reuniões nos Pólos Rurais

 
A Central Única dos Trabalhadores na Paraíba (CUT-PB) irá realizar reuniões nos pólos rurais nestes dias 23 e 28 de março. De acordo com Luis Silva, presidente da CUT-PB, o objetivo das reuniões é fortalecer a organização dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, através da criação de pólos sindicais que tenham uma agenda permanente de atividades.

No dia 23 de março a reunião acontece no Pólo do Cariri Ocidental, no Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município de Monteiro. Já no dia 28 de março, a reunião será com representantes sindicais do Pólo do Brejo, no município de Pirpirituba.  

Durante este mês já aconteceram as reuniões com os Pólos do Litoral e do Curimataú, nos municípios de João pessoa e Cuité, respectivamente.

“Devemos criar estes pólos com comissões ou coordenações que apresentam ações unificadas, estratégias e atividades em todas as microrregiões da Paraíba. Estas reuniões devem servir para elaborar avaliações e diagnósticos das realidades para dar início ao planejamento das atividades”, destacou Luis Silva.


Forum de Lideranças Negras da Paraíba

O 3º FÓRUM DE LIDERANÇAS NEGRAS RECEBE INSCRIÇÕES E TERÁ COMO TEMA A QUESTÃO DA JUVENTUDE

Estão abertas as inscrições para o 3º Fórum de Lideranças Negras da Paraíba, que
nesta edição acontece no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFPB
/ Campus Campina Grande, no período de 12 a 14 de abril, no Jardim Dinamerica,
em Campina Grande e tem como tema central “Juventude Negra - Educação, Saúde,
Cultura e Economia Solidária para a Promoção da Igualdade Racial”.

O objetivo é promover o encontro de jovens estudantes, interessadas/os na temática, de
todas as instituições e níveis de ensino público e privado, juntamente com professores,
pesquisadores, especialistas das diversas áreas do conhecimento, representantes de
órgãos governamentais local e nacional, além de ativistas do movimento social negro
e interessados no combate ao racismo, contribuindo para o debate sobre os avanços,
desafios e perspectivas das políticas de promoção da igualdade racial, assim como a
definição de agenda política para a superação das desigualdades raciais, em especial à
juventude negra, no atual contexto sócio-político e econômico.

A programação consta de abertura com o tema: Juventude Negra e as Políticas de
Promoção da Igualdade Racial no Combate ao Racismo Institucional, seguida no
decorrer do encontro das seguintes mesas temáticas: Mesa 1 - A Implementação
da Lei 10.639/2003 e as Cotas Raciais nas Instituições de Ensino – Experiências e
Perspectivas; Mesa 2 – Territórios Kilombolas, Religiosidade e Valores Civilizatórios
de Matriz Africana - Resistência e Luta; Mesa 3 – A Saúde da Juventude Negra, as
Relações de Gênero e à Livre Orientação Afetivo-Sexual, uma Questão de Eqüidade;
Mesa 4 – Cultura Negra e Economia Solidária na Perspectiva do Etnodesenvolvimento;
Mesa 5 – Juventude Negra e a Participação nos Espaços de Poder.

As/os inscritas/os que desejarem apresentar trabalhos poderão fazer um resumo com
texto e imagens em banner medindo 1,50m de altura e 0,80cm de largura (sentido
vertical), para exposição durante o encontro. Trazer também o resumo em cd para
posterior publicação dos anais do encontro. Os/as participantes, com apresentação de
trabalhos ou não, receberão certificados.

Já estão confirmados conferencistas como Elio Flores, da Universidade Federal da
Paraíba (UFPB), Mestre Gilvan Andrade, da Associação Brasileira de Capoterapia /
DF, Francimar Fernandes, da Comissão Estadual de Quilombos da Paraíba, Verônica
Lourenço, do Conselho Nacional de Saúde e Rede Nacional Sapata de Lésbicas Negras,
Jair Silva, do Movimento Negro de Campina Grande, Lênin Falcão, do Centro Cultural
Banco do Nordeste do Brasil / Souza, Ivan Coelho Dantas, da UEPB, Maria Auxiliadora
de Almeida Barros, do Fórum Estadual de Economia Solidária da Paraíba, entre outros.

Durante os três dias do encontro haverá também o lançamento de livros e de filmes,
a exemplo do DVD “Cinema Negro no Brasil e Caribe – Memórias”, do Centro Afro
Carioca de Cinema e contará ainda com a apresentação de show musical do cantor e
compositor Escurinho e Banda Labacé.

As inscrições custam 15,00 reais para estudantes e 30,00 reais para profissionais.


Elas podem ser feitas através de uma ficha de inscrição, que devem ser preenchidas e
enviadas para o e-mail flnegraspb@hotmail.com . Clique aqui para acessar a ficha de
inscrição. Mais informações pelo Telefone: 8709-6319.

“O combate à pobreza e à miséria passa pela implementação das políticas de promoção
da igualdade racial, em especial para a juventude negra, haja vista que de cada 20
jovens vítimas de homicídios na Paraíba hoje, 19 são negros, daí a necessidade da
participação e contribuição de todos neste debate e definição de agenda política, pela
melhoria da qualidade de vida da juventude, no combate ao racismo institucional”,
destacou Carlos Henriques - Coordenador Geral da Malungus e do 3º Fórum de
Lideranças Negras da Paraíba.

O 3º FLN-PB é uma iniciativa da Malungus – Organização Negra da Paraíba, em
parceria com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB de Cultura); Fundação Cultural
Palmares / MINC; Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba –
IFPB, Prefeitura Municipal de Campina Grande; Federação das Indústrias do Estado da
Paraíba, entre outras.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Encontro de Lideranças

I ENCONTRO DE LIDERANÇAS DO CAMPO E DA CIDADE - PB


Data: 16 e 17 de março de 2012
Local: Tambor – Campina Grande

OBJETIVO:
                Aprofundar o debate a cerca da conjuntura e os reflexos na vida das mulheres a fim de contribuir na construção de lutas e bandeiras unitárias entre os movimentos feminista, de mulheres e as organizações que tem pautas relacionadas aos direitos das mulheres.


PROGRAMAÇÃO

Sexta-Feira (16)

7:30h – Inscrições / Credenciamento

8:30 h – Mística (apresentação das participantes)


9h – O processo de construção do Coletivo de Mulheres do Campo e da Cidade e os objetivos do Encontro de Lideranças
               
Formação de Equipes:

Coordenação  de Grupos
Sistematização
Jornada cultural de mulheres

9:30h – Exposição das entidades sobre a situação das mulheres a partir dos temas:
Agroecologia – Agricultura Familiar – Reforma Agraria – Violência – Saúde – Trabalho

Metodologia:
1.       Duas representantes do campo e Duas da Cidade
2.       15min para cada


10:45 – Intervalo – lanche


11 h – Debate: intervenção da plenária

12:30h – almoço

14h  – Apresentação da síntese do debate (acréscimos do plenário e debatedoras)

14:30 h: - Trabalho em grupo – para socialização  e debate das seguintes questões:

1.       O que minha organização vem discutindo e construindo a cerca da opressão/exploração das mulheres?
2.       Que bandeiras de lutas unitárias é possível construir entre nossas organizações?


Metodologia
1.       5 grupos contemplando a diversidade de movimentos/entidades do campo e da cidade;
2.       Registrar as diversas ações das organizações e elencar três possíveis bandeiras de luta unitárias


18:30h – Jantar

20h – Jornada cultural das Mulheres
                - Resgatar as lutas do 8 de março deste ano
                - Homenagear lutas e lideranças de mulheres

 Sábado (17)

7:30 – Café da Manhã

8: 15 – Mística

8:30h – Síntese dos trabalhos em grupo do dia anterior

8:40h -  Fortalecimento da articulação de mulheres do campo e da cidade e
II Encontro de Mulheres do Campo e da Cidade

Trabalho em Grupo
                Debate: Qual a importância dessa articulação para a luta das mulheres?
                                  Propostas para a data de realização do encontro

10:30h - Exposição dos grupos
               
10:30 – intervalo – lanche


11h –     Construção do II encontro estadual de mulheres do campo e da cidade
                Proposta de Data:
                Equipes: Articulação; Finanças; Metodologia; Comunicação; Agitação

Calendário de lutas


12:30h – Mística de encerramento

13h – Almoço
           Retorno

carta aberta - Piso Nacional dos Professores

O Piso é Lei e gestores públicos terão que respeitar


13/03/2012

A partir desta quarta (14), CNTE e sindicatos filiados organizam greve nacional de três dias para cobrar o cumprimento da Lei do Piso. Paraíba adere ao movimento. 


Escrito por: CNTE

A greve nacional da educação vai parar as escolas públicas das redes estadual e municipal nesta semana, entre os dias 14 e 16. Os sindicatos filiados à CNTE prepararam uma intensa agenda de atividades, envolvendo toda a comunidade, para protestar contra o descaso de grande parte dos gestores públicos em não cumprir a Lei Nacional do Piso do Magistério. Além disso, eles também vão defender o maior investimento público em Educação, com a previsão de 10% do Produto Interno Bruto no Plano Nacional de Educação (PNE).

Clique aquie leia carta aberta da CNTE à sociedade sobre a paralisação, e veja abaixo o que está programado em seu estado.

ACRE
No estado haverá paralisação parcial, com interrupção das aulas na rede estadual apenas no dia 16.

ALAGOAS
As redes estadual e municipal vão parar e realizam assembleia geral no dia 14, às 9h. No dia 16 acontece ato público, para a deflagração da Campanha Salarial 2012.

AMAZONAS
Paralisação das redes estadual e municipal de ensino.

AMAPÁ
14 de março– Caminhada pelo centro da cidade. Encerramento com ato público na frente do Palácio do governo.
15 de março– Armação de tenda na praça central para mobilização em frente à prefeitura durante todo o dia.
16 de março– Pela manhã ocorre aula publica sobre Municipalização, Valorização Profissional, Questão Previdenciária, Piso e 10% PIB para a Educação. À tarde acontecerão debates sobre os mesmos temas e, à noite, haverá atração cultural.
17 de março– Assembleia para avaliação da paralisação e próximos encaminhamentos.

BAHIA
A greve nacional será marcada por manifestações públicas e assembleias de trabalhadores em educação em cerca de 50 municípios baianos.
Na capital, a APLB-Sindicato realizará manifestações nos três dias da paralisação, com intensa movimentação nas ruas de Salvador.
Já o Sispec/BA vai promover caminhada e panfletagem no dia 14, esclarecendo a sociedade o motivo da paralisação, e no dia 15 realiza seminário com educadores sobre a lei do piso nacional.
Programação em Lauro de Freitas
No município de Lauro de Freitas, os trabalhadores fazem ato público no dia 14, pela manhã, com carro de som em frente à prefeitura. Na parte da tarde farão panfletagem nas regiões da cidade. O dia 15 de março está reservado para um grande movimento nas redes sociais. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Lauro de Freitas (ASPROLF) distribuirá informativo virtual a todos os associados e demais trabalhadores para que eles repassem ao maior número de contatos que tiverem. No dia 16 de março, um carro de som estará passando informação do último dia da greve nacional.
Programação em Campo Formoso
14 de março– reunião com todos os servidores da rede municipal para discutir a problemática da educação e de seus profissionais, com o intuito de apresentar propostas.
15 de março– alvorada pelas principais ruas da cidade.
16 de março– concentração em local público e pronunciamento do sindicato à sociedade sobre os motivos da greve, conclamando-a para se juntar à categoria e defender o direito a uma educação de qualidade.

CEARÁ
14 de março– Seminário em Sobral, no auditório da Escola de Artes e Oficio (ECOA), às 9h, com apresentação da pesquisa "Comparativo de Piso e Carreira dos Professores no Brasil. Participação de André pinheiro, consultor do sindicato APEOC, especialista em gestão pública. Audiência com Secretaria de Educação do Município de Fortaleza.
15 de março– Seminário na cidade do Crato, às 9h, na Câmara de Vereadores. Tema: "Desafios à valorização dos trabalhadores da educação após o julgamento da lei do piso no STF. Participação de Salomão Ximenes, advogado, mestre em educação (UFC) e doutorando em direito do estado (USP) e dirigente da campanha nacional pelo direito à educação.
16 de março– Seminário às 8h, no auditório do IFCE. Tema: "Desafios à valorização dos trabalhadores da educação após o julgamento da lei do piso no STF. Participação de Salomão Ximenes, advogado, mestre em educação (UFC) e doutorando em direito do estado (USP) e dirigente da campanha nacional pelo direito à educação. Às 15h haverá ato unificado em defesa da Educação ("Piso, carreira e dignidade, federalização já!"), com concentração na Praça da Bandeira e caminhada até a Praça do Ferreira.

DISTRITO FEDERAL
Os trabalhadores em educação do Distrito Federal entraram em greve por tempo indeterminado no último dia 12 de março, para lutar pelo cumprimento do acordo firmado com o GDF no ano passado. Na assembleia realizada no dia 8, os educadores aprovaram a pauta de mobilização proposta pela diretoria do Sindicato dos Professores do DF. Clique aqui para ler o documento. Para a greve nacional pela Lei do Piso e os 10% do PIB no PNE, está definida a seguinte agenda:
14 de março– Realização de assembleias regionais em Taguatinga e Samambaia. Ato político em Águas Claras, a partir das 9h30.
15 de março– Assembleia Geral às 9h, na Praça do Buriti. Pauta: Campanha Salarial 2012 (garantia dos direitos adquiridos; cumprimento do acordo de incorporação da GATA; reestruturação da carreira; plano de saúde; ampliação da carga horária e nova ficha profissiográfica).
16 de março– Atividades regionalizadas definidas pelo comando de greve.

GOIÁS
Os professores do estado de Goiás iniciaram greve no dia 6 de fevereiro, para protestar contra o achatamento da carreira promovido pelo governo estadual, que retirou a gratificação de titularidade dos professores, desestimulando o ingresso e a permanência na carreira do magistério público. As negociações com o governo goiano iniciaram-se 29 dias após o início da greve, com a formação de uma comissão para avaliar e propor saídas à pauta de reivindicação dos educadores, em um prazo de 40 dias.
Para a greve nacional convocada pela CNTE, o Sintego vai promover as seguintes atividades:
14 de março– Campanha "Adote um deputado": educadores vão visitar os gabinetes dos deputados federais por Goiás, em busca de apoio à manutenção do reajuste do Piso pelo custo-aluno e pela aplicação da Lei 11.738 em todos os municípios do estado.
15 de março– Tenda da Educação na Praça do Bandeirante: haverá coleta de assinaturas de apoio às bandeiras de luta dos trabalhadores, por 10% do PIB no PNE, pelo cumprimento do Piso, em defesa dos Planos de Carreira, em repúdio às terceirizações na Educação.
16 de março– Divulgação da pauta nacional da CNTE e atividades nos municípios que não pagam o Piso.

MARANHÃO
14 de março– Ato público na Praça Deodoro, a partir das 8h.
15 de março – Audiência publica.
16 de março – Assembleia para discutir carreira.
Programação em Timon
14 de março– Participação nas rádios comunitárias.
15 de março – Manifestação em frente à Prefeitura. No mesmo dia haverá Audiência com Prefeita.
16 de março – Panfletagem no cruzamento Teresina/Presidente Médici.

MINAS GERAIS
14 de março– Aula pública com panfletagem e dialogo com a comunidade escolar.
15 de março – Assembleia estadual com manifestação e coparticipação dos movimentos sociais.
16 de março – Assembleias locais.

MATO GROSSO
14 de março– mobilização nas escolas, com atividades envolvendo toda a comunidade escolar para esclarecer os principais pontos da reivindicação: cumprimento do piso, plano de carreira e 10% do PIB para o PNE.
15 de março – realização de atos públicos para as duas redes (estadual e municipal), audiências na câmara de vereadores, caminhadas, panfletagens, atos em frente às repartições públicas municipais.
16 de março – ato público em Cuiabá, em frente à AMM com participação de caravanas.
Programação em Cuiabá (MT)
14 de março –mobilização interna nas escolas com debates sobre o piso, carreira e 10% do Produto Interno Bruto (PIB) no Plano Nacional de Educação (PNE).
15 de março – às 14h30 haverá aula pública e panfletagem na Praça Alencastro.
16 de março – às 14h30 está programado um ato público em frente à Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM).
Programação em Várzea Grande (MT)
14 de março –às 8h30 será realizada uma grande mobilização na Câmara de Vereadores em defesa do cumprimento do Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS), com o slogan "Piso é lei, a greve é legal", nos dias 14, 15 e 16 de março as escolas públicas vão paralisar as atividades.

MATO GROSSO DO SUL
A FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) lançou uma campanha de mobilização da greve nacional nas redes sociais, com virais e vídeos com as falas dos presidentes da Federação e da CNTE e sobre o Plano Nacional de Educação e suas 20 metas. O material pode ser acessado link: www.fetems.org.br/novo/showEvnt.php?evnt=1331719201
14 de março– Panfletagens, passeatas e assembleias em todo o estado.
15 de março – Grande passeata em Campo Grande, com homenagem às prefeituras que cumprem a Lei do Piso.
16 de março – Debates em todo o Estado sobre o Plano Nacional de Educação (PNE).
Programação em Corumbá (MS)
Segundo o SIMTED (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação), 90% da rede pública de ensino de Corumbá vai parar suas atividades. Além das questões reivindicadas no âmbito nacional e estadual, os trabalhadores em educação de Corumbá estão na luta para que a prefeitura municipal implante 1/3 de hora-atividade para o magistério, reforme o estatuto da educação no município, que atualmente só contempla os professores. Veja o que acontece nos três dias de paralisação:
14 de março– Os trabalhadores de Corumbá realizam audiência pública, às 9h, na Câmara Municipal, para debater questões como o PNE (Plano Nacional de Educação), a lei do Piso Salarial Nacional, a carreira do magistério e a reforma no estatuto da educação do município
15 de março – Os docentes e trabalhadores em Educação irão para Campo Grande, onde participam das atividades puxadas pela FETEMS.
16 de março – Realização de Ato público na Praça da Independência, às 15h30.
Programação em Porto Murtinho (MS)
A agenda da greve nacional em Porto Murtinho terá no dia 14 um ato público com panfletagem. No dia 15, os trabalhadores seguem de ônibus para Campo Grande e participam das atividades organizadas pela FETEMS. Já no dia 16, eles realizarão na cidade um debate sobre o PNE e a necessidade de reformular o estatuto dos trabalhadores em educação de Porto Murtinho.
Programação em Sete Quedas (MS)
O presidente do SIMTED (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação) de Sete Quedas, Ademir Cerri, afirma que 100% das redes públicas de ensino irão parar as suas atividades e cerca de 250 trabalhadores irão participar das atividades da greve nacional.
14 de março– passeata com panfletagem e ato público em frente à prefeitura municipal da cidade.
15 de março – os trabalhadores irão participar da passeata e da entrega do prêmio "Prefeito Educador" em Campo Grande.
16 de março – os trabalhadores em educação se reunirão no município para debater sobre a reformulação do estatuto dos trabalhadores em educação da rede municipal de ensino.

PARÁ
14 de março– Marcha com concentração no CAN, às 9h, com os temas da Campanha.
15 de março – Coleta de assinaturas de apoio à proposta de investimento de 10% PIB no Plano Nacional de Educação e a Auditoria da Dívida Pública.

PARAÍBA
14 e 15 de março– rodada de assembleias nas 12 regionais do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Estado da Paraíba (SINTEP-PB).
16 de março – Assembleia Geral, das 15h às 16h, seguida de caminhada até o Palácio do Governo.

PERNAMBUCO
14 de março– Debate sobre o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), às 9h, no Teatro da OAB/PE. Às 14h haverá ato público com passeata com a participação massiva dos professores, estudantes e a população. A concentração será em frente à Assembleia Legislativa.
15 de março – Durante todo o dia haverá panfletagem com carro de som em Recife, na Região Metropolitana e em todo o interior do estado. Um debate sobre o Piso Salarial será realizado às 8h, na Universidade Católica. Às 9h acontece o debate "Educação e Mulher", no Auditório do SINTEPE. E às 19h será realizado o lançamento do Livro "Latifúndio Midiota" do Jornalista Leonardo Severo, no auditório do Sindicato dos Bancários.
16 de março – Durante todo o dia haverá panfletagem com carro de som em Recife, na Região Metropolitana e em todo o interior do estado.

PIAUÍ
Os trabalhadores da rede pública estadual do Piauí deflagraram greve no dia 27 de fevereiro. A pauta de reivindicações da categoria foi entregue ao governo em novembro de 2011 pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação, que não recebeu resposta, motivo pelo qual a paralisação foi iniciada. Somente no início de março o governo estadual apresentou uma proposta, que foi considerada "indecente" pelos professores. "O Governo propôs um reajuste de 22% apenas para os professores das Classes A e B, ativos e inativos e nenhum reajuste para as demais classes, isto é igualar todo mundo e acabar com as classes do magistério", explica a professora Odeni Silva, presidente do Sinte-PI. No total, são 24 mil e 900 trabalhadores em educação no estado, mas a proposta do Governo contempla um pouco mais de dois mil profissionais.
Para a greve nacional, o SINTE-PI está realizando mobilização nas escolas, postou outdoor pela cidade e promoveu a divulgação de peças publicitárias nos canais de comunicação. No dia 14 de março acontece ato público em frente ao Palácio do Karnak, seguido de passeata pela Avenida Frei Serafim até a Assembleia Legislativa.

PARANÁ
No Paraná a paralisação vai ser parcial, nas redes estadual e municipal. Veja a programação.
14 de março– Passeata até a Prefeitura, com concentração às 8h30 na Praça Santos Andrade, e assembleia no fim da tarde para avaliar a continuidade do movimento. Na mesma data haverá debate nas escolas sobre hora-atividade, saúde e condições de trabalho.
15 de março– Ato em frente da prefeitura sobre 1/3 de hora-atividade, às 10h. Neste dia irão diminuir carga horária, com aulas de 30 minutos.

RIO GRANDE DO NORTE
14 de março– Assembleia da rede municipal e estadual para votar o indicativo de greve, às 14h30, na Escola Estadual Winston Churchill. Nesta assembleia serão definidas as atividades dos demais dias da paralisação nacional.

RONDÔNIA
Em Rondônia, os trabalhadores em Educação estaduais decretaram greve geral no dia 23 de fevereiro. A categoria denuncia que o salário da educação no estado é o mais baixo entre todos os servidores do Poder Executivo, e está entre os piores do país. No início de março, os professores conquistaram decisão favorável do Supremo Tribunal Federal (STF), que acatou reclamação feita pelo Sintero e derrubou a liminar do Tribunal de Justiça de Rondônia que determinava o fim da greve e aplicava multa ao sindicato, aos diretores da entidade e aos trabalhadores. A greve se manteve desde então.
Para a greve nacional dos dias 14, 15 e 16, haverá concentração e manifestação das 8h às 12h na Praça das Três Caixas D'Água, seguida de caminhada ao Palácio do Governo e/ou Prefeitura de Porto Velho, todos os dias.

RIO GRANDE DO SUL
14 de março– Em Porto Alegre, às 14h acontece assembleia da categoria para discutir informes; ações coletivas; conjuntura local e nacional e propostas de mobilização. Em Pelotas vai haver audiência pública, às 15h, na Câmara de Vereadores. No município de Santa Maria acontece ato público, a partir das 16h, na Praça Saldanha Marinho.
15 de março – Às 9h acontece panfletagem no Largo para discutir o PNE. À tarde, reunião na Câmara dos Vereadores, para agendar audiência com a presidência da casa e demais membros, pedindo apoio para que o executivo municipal implemente a hora atividade e os valores do piso da CNTE. Na mesma tarde, será encaminhado ofício para o prefeito municipal, tratando da implementação da hora atividade e dos valores da CNTE.
16 de março – Haverá reunião nas escolas para discutir a proposta do Plano Nacional de Educação. Às 14h acontece palestra com a Educadora Roberta Brod, que falará sobre o piso, carreira, PNE e resgate da função social do Educador.

SANTA CATARINA
No estado haverá atividades no dia 15, com reunião do conselho às 9h e assembleia a partir das 14h, seguida de passeata.

SERGIPE
14 e 16 de março– haverá atividades nos municípios.
15 de março – Acontecerá uma grande marcha das caravanas municipais e estaduais em Aracaju.

SÃO PAULO
Nos três dias da paralisação haverá panfletagem e atos em locais públicos
16 de março– Reunião do Conselho Estadual pela manhã, para avaliar o movimento, e assembleia geral em frente ao Palácio do Governo, à tarde.

TOCANTINS
14 de Março – 7h: Concentração para a grande caminhada a favor da valorização dos Profissionais em Educação. Às 18h: Assembléia Geral com os Profissionais da Rede Municipal de Ensino. Às 19h30: exibição do filme "Lula – Filho do Brasil", seguida de Roda de diálogo.
15 de Março – 7h: Concentração na Sede do Sintet (antiga Rua do Cabaçaco). Às 7h30: Momento Cultural. Às 8h: palestra sobre a Lei 11.645/08, ministrada pela diretoria Regional de Ensino de Porto Nacional. Às 18h: Momento Cultural. Às 19h30: palestra "Conjuntura Nacional das Políticas Educacionais".
16 de Março – 7h30: abertura das atividades com Momento Cultural. Às 8h: palestra "Informes jurídicos do SINTET", com Silvanio Coelho Mota, Diretor de Comunicação do SINTET- Palmas, e Dr. Érico, do escritório jurídico do SINTET-Palmas. Às 20h: confraternização dos profissionais da educação da rede estadual e municipal na ABBB– Comunidade.

terça-feira, 13 de março de 2012

CUT-PB avalia como positivo o resultado de negociação no RN



A Central Única dos Trabalhadores na Paraíba (CUT-PB) avalia como positivo o resultado de uma reunião que mediou entre trabalhadores do Rio Grande do Norte e a empresa do setor têxtil Conteminas. A reunião aconteceu semana passada (dia 08) no município de São Gonçalo do Amarante, onde fica localizada a unidade fabril da empresa. A reunião teve como objetivo evitar a demissão de cerca de mil funcionários. A CUT-RN, a Federação dos Trabalhadores na Indústria Têxtil e a CUT Nacional também participaram desta reunião.

De acordo com Gilberto Paulino, secretário de Relações do Trabalho da CUT-PB, a empresa se comprometeu em integrar à Unidade do município de Macaiba (também no Rio Grande do Norte) em torno de 70 trabalhadores. “A empresa também se comprometeu a complementar o tempo para os que estão perto de se aposentar e dar três meses de carência nos planos de saúde para os trabalhadores que optarem pela demissão”, destacou Gilberto.

O sindicalista que representou a CUT-PB na negociação explicou ainda que os trabalhadores da Coteminas devem ser admitidos, através de uma parceria, por unidades no Estado do Grupo Vicunha, que também atua no ramo têxtil. Há ainda trabalhadores que estão recebendo cursos gratuitos, como de pedreiro, carpinteiro e de micro-empreendedor, para nova inserção no mercado de trabalho. 

Nota de Pesar - Sinpuc

SINPUC LAMENTA MORTE DA PROFESSORA MARIA DE LOURDES SILVA
 
A diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Curimataú (SINPUC), lamenta profundamente a morte da professora Maria de Lourdes Silva, ocorrida ontem, às 23h, no Hospital São Vicente de Paula, em João Pessoa.

A servidora pública Lourdes de Sula, como era carinhosamente conhecida, exerceu a função de professora no Sítio Angico, município de Nova Palmeira, até 2004, quando passou para o quadro de inativos.

Lourdes de Sula era sócia do SINPUC desde a fundação do sindicato, em 1992. A professora deixa como resultado dos seus 68 anos de vida, um histórico de dedicação aos seus alunos e uma contribuição importantíssima para o desenvolvimento educacional de Nova Palmeira.

Por essa trajetória, pelo carinho com o qual sempre dialogou com o SINPUC e com todas as pessoas com as quais teve contato, ficam os nossos sinceros votos de pesar à família e o reconhecimento do trabalho dessa grande professora.

O enterro de Maria de Lourdes Silva será às 17h de hoje no Cemitério Público de Nova Palmeira.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Fotos - 8 de Março em João Pessoa










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CUT-PB participa de paralisação dos servidores da Educação



A Central Única dos Trabalhadores na Paraíba (CUT-PB) irá participar da paralisação dos servidores das redes municipais e estadual da Educação Pública. A paralisação está prevista para acontecer entre os dias 14 e 16 de março e tem como objetivo protestar pelo cumprimento do piso nacional do magistério.

A categoria também está reivindicando a implantação do plano de carreira e da aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) no Plano Nacional de Educação (PNE).  No dia 16, os servidores devem fazer uma caminhada pelo Centro de João Pessoa, saindo da sede do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Estado da Paraíba (Sintep-Pb), até o Palácio da Redenção. 

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia das Mulheres: momento é ideal para construirmos uma nova sociedade com igualdade, diz secretária cutista

07/03/2012
Mobilização das trabalhadoras cobra igualdade e distribuição de renda
Escrito por: Luiz Carvalho



No Brasil que elegeu recentemente a primeira presidenta, 35% das famílias já são chefiadas por mulheres, de acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) divulgados em março passado. Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta ainda que, desde 1992, a participação delas no mercado de trabalho cresceu 9,3% e, até 2020, devem ocupar a maioria dos empregos. As estudantes também são maioria nas universidades: 55,1% das matrículas no ensino superior contra 44,9% dos homens, de acordo com o último censo do Ministério da Educação, divulgado em 2009.

Porém, nesta quinta-feira (8), quando trabalhadoras de todo o país mais uma vez tomarem as ruas no Dia Internacional das Mulheres, a luta pela igualdade de oportunidades e de direitos novamente estará na pauta.

Isso significa que o país não avançou? Para a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Rosane Silva, houve muitas conquistas, mas o combate à discriminação construída através de séculos é um processo que exige mobilização contínua e um combate a ser travado a longo prazo, sem esmorecer.

“Elegemos uma mulher, temos as políticas de cotas, construímos a Lei Maria da Penha, mas ainda vivemos numa sociedade machista e patriarcal aqui e em todo o mundo, em que as mulheres são desvalorizadas e discriminadas. Prova disso é que recebemos, em média, 30% a menos que os homens, mesmo com mais escolaridade. A família tem mudado, mas nosso salário ainda é considerado complementar”, aponta.

Multa para a desigualdade
Um projeto de lei complementar aprovado nesta terça no Senado pode colaborar para equilibrar a balança. O PLC 130/2011 prevê a aplicação de multa às empresas que não aplicarem a igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função. A medida segue agora para sanção da presidenta Dilma.

Rosane lembra ainda que os direitos adquiridos precisam ser reafirmados em uma sociedade que ainda funciona sob a ótica machista. Exemplo disso foi o embate jurídico para que a Lei Maria da Penha, referência mundial no combate à violência doméstica contra a mulher, fosse considerada constitucional e o Ministério Público também pudesse atuar em casos de agressão, mesmo que a vítima resolva recuar da denúncia.

“Temos avançado em direitos, mas ainda pontuais. Queremos mudar estrutura sociedade brasileira, essa é a grande luta da CUT”, afirma a dirigente, para quem o momento de transformação pelo qual passa o sistema capitalista faz com que essa seja o momento certo.



Mulheres no poder
A mobilização segue em outras frentes. O Brasil ainda não ratificou as convenções 156 e 189 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e atualmente circulam na rede abaixo-assinados pela aprovação de ambas. A primeira trata da divisão de responsabilidades familiares entre homens e mulheres e a segunda, dos direitos das trabalhadoras domésticas. Para que elas possam ter o mesmo direito dos demais trabalhadores, em especial, a formalização, a CUT, a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs) e a Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad) participam da campanha “12 para “12”, organizada pela Confederação Sindical Internacional (CSI), para que até o final de 2012, ao menos 12 países, incluindo o Brasil, ratifiquem a convenção.
A secretária cutista reafirma que o caminho é a pressão do movimento de mulheres. “A Lei Maria da Penha é um exemplo disso, precisamos fazer muitas denúncias, inclusive em órgãos internacionais para que fosse implementada. O trabalho não é fácil, porque quando o Brasil assumir essas duas convenções, obrigatoriamente teremos que discutir o sistema patriarcal que existe. Essa discussão perpassa a ratificação”, explica.

Da mesma forma, também é preciso que mais mulheres ocupem cargos de comando. E isso demanda transformações na escolha e sustentação das candidatas. “Para mudar a sociedade temos que ocupar os espaços de poder. Temos impulsionado nossas mulheres para que se disponham a ser candidatas como forma de mudar relações sociais. Agora, não adianta se candidatarem se o partido não olhar a mulher de forma diferente, se não destinarem recursos para campanha. Por isso são necessárias políticas afirmativas que inclua o processo de formação e a auto-organização.”
Ainda minoria na Central
Apesar de a Central ter aprovado em 1993 a cota de gênero de 30%, durante a 6ª Plenária Nacional, a participação de mulheres na direção das estaduais, por exemplo, ainda é pequena. Das 27 CUTs, apenas as de Roraima, Pará, Amapá, Goiás e Acre, cerca de 19% do total, são lideradas por presidentas.

Representante do ramo da saúde, Rosa Barros, a Rosinha, presidente da CUT Roraima é uma delas. Pela história de enfrentamento que construiu, ela disse nunca ter sofrido preconceito, mas aponta as dificuldades para atuar na política semelhantes a de outras profissões. “Nós somos mãe, pai e militantes, tudo ao mesmo tempo. Muitas vezes a família cobra e falta tempo para se dedicar mais à atividade política. Se houvesse mais creches ajudaria muito”, cita ela em referência a luta que a Central defenderá neste 8 de março.

No comando da CUT do Pará, Miriam Andrade, assumiu o mandato justamente no dia do aniversário e também destaca a dificuldade em conciliar a família ao trabalho. “Somos mais exigentes porque se cometermos um erro dizem “tá vendo, botaram mulher no poder”. Mas, o maior problema é fazer a família entender que estamos apenas buscando espaço que é nosso. Há compreensão de que mulheres devem até trabalhar, mas devemos voltar para cuidar do filho e da limpeza doméstica”, ressalta.

Presidenta da CUT Amapá, Odete Gomes, teve de enfrentar a direção da  Universidade onde trabalhava para exercer a atividade sindical. “Passei dois anos bem complicados por conta disso. Esse era um preconceito velado principalmente por parte de dois companheiros que me acusavam de ter brigado com a administração da Universidade e por isso era um problema meu. Mas se sou dirigente tenho que lutar pela categoria, mesmo que isso traga futuros desafetos”, lembra.

Paridade é possível – Já a professora Maria Euzébia de Lima, a Bia, presidenta da CUT-GO, atualmente ajuda a comandar a greve dos professores do Estado. Para ela, os estados devem dar exemplo e mostrar que a paridade – 50% de cargos ocupados por dirigentes de cada gênero – é possível e necessária. “Num determinado momento, 30% foi importante, hoje já podemos adotar a paridade. Em Goiás, na próxima semana, já vamos debater isso e estimular sindicatos onde maioria é de homens para ampliar a participação feminina. Onde a mulher está presente não deixa dúvida sobre capacidade, competência e só obtivemos avanços. Temos ampliado nossa participação em todos os segmentos e no movimento sindical não pode ser diferente.”

“O movimento sindical reproduz a estrutura da sociedade brasileira, que é machista. Cada vitória nossa, como a política de cotas e a inclusão sobre a discussão a respeito do aborto só avançaram após muita luta. Nós aceitaremos mais fazer o debate para discutir se somos qualificadas a ocupar cargos de direção, já provamos nossa competência. Queremos é discutir a ampliação de políticas afirmativas garantindo mulheres no poder e por isso vamos entrar no debate da paridade no próximo Congresso da CUT, não só para discutir a ascensão, mas também a permanência nas direções”, define Rosane Silva.