Mostrando postagens com marcador 8 de março. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 8 de março. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia das Mulheres: momento é ideal para construirmos uma nova sociedade com igualdade, diz secretária cutista

07/03/2012
Mobilização das trabalhadoras cobra igualdade e distribuição de renda
Escrito por: Luiz Carvalho



No Brasil que elegeu recentemente a primeira presidenta, 35% das famílias já são chefiadas por mulheres, de acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) divulgados em março passado. Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta ainda que, desde 1992, a participação delas no mercado de trabalho cresceu 9,3% e, até 2020, devem ocupar a maioria dos empregos. As estudantes também são maioria nas universidades: 55,1% das matrículas no ensino superior contra 44,9% dos homens, de acordo com o último censo do Ministério da Educação, divulgado em 2009.

Porém, nesta quinta-feira (8), quando trabalhadoras de todo o país mais uma vez tomarem as ruas no Dia Internacional das Mulheres, a luta pela igualdade de oportunidades e de direitos novamente estará na pauta.

Isso significa que o país não avançou? Para a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Rosane Silva, houve muitas conquistas, mas o combate à discriminação construída através de séculos é um processo que exige mobilização contínua e um combate a ser travado a longo prazo, sem esmorecer.

“Elegemos uma mulher, temos as políticas de cotas, construímos a Lei Maria da Penha, mas ainda vivemos numa sociedade machista e patriarcal aqui e em todo o mundo, em que as mulheres são desvalorizadas e discriminadas. Prova disso é que recebemos, em média, 30% a menos que os homens, mesmo com mais escolaridade. A família tem mudado, mas nosso salário ainda é considerado complementar”, aponta.

Multa para a desigualdade
Um projeto de lei complementar aprovado nesta terça no Senado pode colaborar para equilibrar a balança. O PLC 130/2011 prevê a aplicação de multa às empresas que não aplicarem a igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função. A medida segue agora para sanção da presidenta Dilma.

Rosane lembra ainda que os direitos adquiridos precisam ser reafirmados em uma sociedade que ainda funciona sob a ótica machista. Exemplo disso foi o embate jurídico para que a Lei Maria da Penha, referência mundial no combate à violência doméstica contra a mulher, fosse considerada constitucional e o Ministério Público também pudesse atuar em casos de agressão, mesmo que a vítima resolva recuar da denúncia.

“Temos avançado em direitos, mas ainda pontuais. Queremos mudar estrutura sociedade brasileira, essa é a grande luta da CUT”, afirma a dirigente, para quem o momento de transformação pelo qual passa o sistema capitalista faz com que essa seja o momento certo.



Mulheres no poder
A mobilização segue em outras frentes. O Brasil ainda não ratificou as convenções 156 e 189 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e atualmente circulam na rede abaixo-assinados pela aprovação de ambas. A primeira trata da divisão de responsabilidades familiares entre homens e mulheres e a segunda, dos direitos das trabalhadoras domésticas. Para que elas possam ter o mesmo direito dos demais trabalhadores, em especial, a formalização, a CUT, a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs) e a Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad) participam da campanha “12 para “12”, organizada pela Confederação Sindical Internacional (CSI), para que até o final de 2012, ao menos 12 países, incluindo o Brasil, ratifiquem a convenção.
A secretária cutista reafirma que o caminho é a pressão do movimento de mulheres. “A Lei Maria da Penha é um exemplo disso, precisamos fazer muitas denúncias, inclusive em órgãos internacionais para que fosse implementada. O trabalho não é fácil, porque quando o Brasil assumir essas duas convenções, obrigatoriamente teremos que discutir o sistema patriarcal que existe. Essa discussão perpassa a ratificação”, explica.

Da mesma forma, também é preciso que mais mulheres ocupem cargos de comando. E isso demanda transformações na escolha e sustentação das candidatas. “Para mudar a sociedade temos que ocupar os espaços de poder. Temos impulsionado nossas mulheres para que se disponham a ser candidatas como forma de mudar relações sociais. Agora, não adianta se candidatarem se o partido não olhar a mulher de forma diferente, se não destinarem recursos para campanha. Por isso são necessárias políticas afirmativas que inclua o processo de formação e a auto-organização.”
Ainda minoria na Central
Apesar de a Central ter aprovado em 1993 a cota de gênero de 30%, durante a 6ª Plenária Nacional, a participação de mulheres na direção das estaduais, por exemplo, ainda é pequena. Das 27 CUTs, apenas as de Roraima, Pará, Amapá, Goiás e Acre, cerca de 19% do total, são lideradas por presidentas.

Representante do ramo da saúde, Rosa Barros, a Rosinha, presidente da CUT Roraima é uma delas. Pela história de enfrentamento que construiu, ela disse nunca ter sofrido preconceito, mas aponta as dificuldades para atuar na política semelhantes a de outras profissões. “Nós somos mãe, pai e militantes, tudo ao mesmo tempo. Muitas vezes a família cobra e falta tempo para se dedicar mais à atividade política. Se houvesse mais creches ajudaria muito”, cita ela em referência a luta que a Central defenderá neste 8 de março.

No comando da CUT do Pará, Miriam Andrade, assumiu o mandato justamente no dia do aniversário e também destaca a dificuldade em conciliar a família ao trabalho. “Somos mais exigentes porque se cometermos um erro dizem “tá vendo, botaram mulher no poder”. Mas, o maior problema é fazer a família entender que estamos apenas buscando espaço que é nosso. Há compreensão de que mulheres devem até trabalhar, mas devemos voltar para cuidar do filho e da limpeza doméstica”, ressalta.

Presidenta da CUT Amapá, Odete Gomes, teve de enfrentar a direção da  Universidade onde trabalhava para exercer a atividade sindical. “Passei dois anos bem complicados por conta disso. Esse era um preconceito velado principalmente por parte de dois companheiros que me acusavam de ter brigado com a administração da Universidade e por isso era um problema meu. Mas se sou dirigente tenho que lutar pela categoria, mesmo que isso traga futuros desafetos”, lembra.

Paridade é possível – Já a professora Maria Euzébia de Lima, a Bia, presidenta da CUT-GO, atualmente ajuda a comandar a greve dos professores do Estado. Para ela, os estados devem dar exemplo e mostrar que a paridade – 50% de cargos ocupados por dirigentes de cada gênero – é possível e necessária. “Num determinado momento, 30% foi importante, hoje já podemos adotar a paridade. Em Goiás, na próxima semana, já vamos debater isso e estimular sindicatos onde maioria é de homens para ampliar a participação feminina. Onde a mulher está presente não deixa dúvida sobre capacidade, competência e só obtivemos avanços. Temos ampliado nossa participação em todos os segmentos e no movimento sindical não pode ser diferente.”

“O movimento sindical reproduz a estrutura da sociedade brasileira, que é machista. Cada vitória nossa, como a política de cotas e a inclusão sobre a discussão a respeito do aborto só avançaram após muita luta. Nós aceitaremos mais fazer o debate para discutir se somos qualificadas a ocupar cargos de direção, já provamos nossa competência. Queremos é discutir a ampliação de políticas afirmativas garantindo mulheres no poder e por isso vamos entrar no debate da paridade no próximo Congresso da CUT, não só para discutir a ascensão, mas também a permanência nas direções”, define Rosane Silva.

quarta-feira, 7 de março de 2012

CUT-PB participa de Mobilização em João Pessoa pelo 8 de Março



A Central Única dos Trabalhadores na Paraíba (CUT-PB) participa nesta quinta-feira (dia 8) de uma mobilização pelo Dia Internacional da Mulher, que será realizada a partir das 7h00 da manhã, no Parque Solon de Lucena (Lagoa). Na programação está prevista ainda uma intervenção no Restaurante Universitário às 12h00 e um debate às 18h00, na Praça da Alegria, na UFPB.

Confira abaixo a programação e a lista de entidades participantes:


MOBILIZAÇÃO:  DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES EM JOÃO PESSOA.

“NOSSO CORPO, NOSSO TERRITÓRIO”

PROGRAMAÇÃO

 QUANDO: 08/03(quinta-feira)

 Às 7h00- Ato Público -Concentração na lagoa, em frente à loja Esplanada(centro)

 Às 12h00- Intervenção no Restaurante Universitário da UFPB

Às 18h00- Debate: O 8 de março e luta feminista (organizada pelo movimento Levante) – Na praça da Alegria-CCHLA- UFPB

TRAGA REIVINDICAÇÃO, SUA INDIGNAÇÃO, SEU COMPROMISSO, SUA OUSADIA, SUA FORÇA E JUNTE-SE A NÓS!!!


Marcha Mundial das Mulheres, Rede de Mulheres em Articulação, Fórum de Mulheres da Paraíba, Núcleo de Educação Popular Flor de Mandacaru - UFPB, Coletivo Desentoca - UFPB, Movimento Levante, Levante Popular da Juventude, Assembleia Popular, Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Estado da Paraíba (Sintep-PB), Conselho Regional de Serviço Social (Cress),Coletivo de Mulheres Alexandra Kollontai - Consulta Popular, PSTU, Secretaria de Mulheres da CUT e Autônomas.

CUT-PB participa de Marcha de Mulheres para celebrar o 8 de Março



                A Central Única dos Trabalhadores na Paraíba (CUT-PB) participa amanhã (dia 08) da Marcha de Mulheres que será realizada no período da manhã, no município de Esperança. O objetivo é lembrar o 8 de março, Dia Internacional da Mulher. De acordo com informações da coordenadora do Pólo Sindical da Borborema, Roselita Vitor da Costa, a concentração para a caminhada e a acolhida de caravanas de diversos pontos da Paraíba será na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Esperança.

                “Por volta de 9h00 teremos a encenação de uma peça que reproduz a situação de desigualdade das mulheres. A peça é uma forma de denunciar e enfrentar a desigualdade, provocando as mulheres que estarão presentes”, destacou Roselita.

                Segundo a sindicalista, na programação do evento estão previstos depoimentos de mulheres que são agricultoras na Região. A saída da Marcha de Mulheres, que deve contar com duas mil pessoas de toda a Paraíba deve se iniciar por volta de 9h30. Roselita destacou que ao longo da caminhada será realizada uma homenagem à associação de bonequeiras de Esperança e um apitaço contra a violência contra a mulher. A caminhada será encerrada na Praça da Cultura com um ato público, feira de saberes e lanche coletivo.

Manifestação em Pernambuco

                A CUT-PB também estará representada na manifestação pelo 8 de Março, que acontece no Recife, na Praia do Pina. O ato é organizado pelos trabalhadores na construção civil e contará com a presença do secretário geral da CUT e representante do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de João Pessoa (Sintricon), Paulo Marcelo. 

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

CUT-PB participará de ação conjunta para lembrar o 8 de Março

A Central Única dos Trabalhadores na Paraíba (CUT-PB) participará de uma ação conjunta para lembrar o 8 de Março, Dia Internacional da Mulher. De acordo com o presidente da CUT-PB, Luis Silva, a data será celebrada com uma Marcha de Mulheres, que a ser realizada no próximo dia 8, no município de Esperança.

                Segundo Luis Silva, a marcha deve reunir sindicalistas, participantes de movimentos sociais e trabalhadoras e trabalhadores de toda a região, somando em torno de 2 mil pessoas. Ele explicou ainda que o  evento tem como objetivo reivindicar segurança no campo e a aplicação dos direitos das mulheres como um todo.

                Em 2011, a CUT-PB participou de uma marcha realizada em João Pessoa, que contou com representantes dos movimentos sindical e social e com trabalhadoras de todo o Estado. Este ano, a campanha da CUT relacionada ao 8 de Março tem como tema “Por um desenvolvimento sustentável com distribuição de renda, valorização do trabalho, liberdade, autonomia sindical e igualdade entre mulheres e homens”.

A pauta de reivindicação inclui:

- Mulheres na luta por liberdade e autonomia sindical
- Valorização do salário mínimo
- Creches públicas
- Igualdade no trabalho e no movimento sindical
- Descriminalização e legalização do aborto
- Direitos das trabalhadoras domésticas – 189 OIT
- Compartilhamento das responsabilidades domésticas – 156 OIT
- Combater a violência contra as mulheres
- Salário igual para trabalho igual

quarta-feira, 23 de março de 2011

Lembrando o 8 de março




Movimento de Mulheres da Paraíba e Força Cutista chegando a Praça dos Três Poderes, no Centro de João Pessoa, na comemoração ao 8 de Março

quarta-feira, 16 de março de 2011

CUT e movimento das mulheres na Paraíba vão à rua pedir fim da violência contra mulheres



Hoje, trabalhadoras do campo e da cidade foram para as ruas do Centro de João Pessoa para celebrar o 8 de Março - Dia Internacional da Mulher.


Na pauta, as reivindicações pelo fim da violência contra mulher e pela igualdade no trabalho.



Dentro da programação elaborada pela CUT PARAÍBA e pelo movimento das mulheres na Paraíba, terá ainda um debate a ser realizado nesta quinta (dia 17) na sede do Sintep, no Centro de João Pessoa, a partir das 8h30.



confira as fotos!

Mulheres pedem fim da violência e igualdade no Trabalho!


Mulheres comemoram 8 de março com ato público e marcha


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

CUT Paraíba inicia organização do Dia 8 de Março

A Central Única dos Trabalhadores na Paraíba (CUT-PB) já iniciou a preparação para as comemorações da Semana da Mulher Trabalhadora. O objetivo da entidade é buscar construir o Dia 8 de Março, data que marca a Comemoração Internacional pelo Dia da Mulher, em conjunto com os movimentos feministas e sociais. Segundo Luzenira Linhares, do Coletivo Estadual de Mulheres da CUT, historicamente, as mulheres CUTistas já têm trabalhado nos anos anteriores buscando esta construção coletiva com os diversos movimentos.


Luzenira explicou que a 1a reunião deste ano, realizada na última quarta-feira (dia 19), contou com as seguintes representações: Fórum de Mulheres da UFPB, Rede de Mulheres em Articulação da Paraíba, Fórum Estadual de Mulheres e Marcha Mundial das Mulheres. “Foi feito um breve debate sobre os eixos gerais orientados nacionalmente, que são: ‘Pelo Fim da Violência Contra a Mulher’; ‘Igualdade no Trabalho: mulheres em todas as profissões e em todos os cargos!’ ‘Creches Públicas e valorização do Salário Mínimo”, destacou a sindicalista.

Segundo ela, ficou definida que a comissão organizadora seria formada pelas representações presentes na reunião. O próximo encontro ficou marcado para o dia 04 de fevereiro, na sede da CUT, no Centro, em João Pessoa. “E que até lá cada organização construirá nos seus coletivos as propostas para serem aprofundadas na próxima reunião, como também iniciaria um trabalho de mobilização nas suas respectivas bases objetivando envolver o maior número de mulheres nas atividades alusivas que provavelmente serão na semana seguinte ao dia 08 de Março”, explicou Luzenira.