terça-feira, 24 de abril de 2012

Trabalhadores criam Fórum de Servidores Públicos Federais

Trabalhadores criam Fórum de Servidores Públicos Federais
25 de abril: Servidores irão parar e cobrar respeito do Governo

Os trabalhadores criaram o Fórum de Servidores Públicos Federais (SPFs) com objetivo de unificar a luta dos servidores públicos federais. Amanhã (dia 25 de abril) será um dia de luta para as categorias em nível nacional e várias paralisações serão realizadas.  Em João Pessoa, está previsto um ato público com concentração no portão do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) do Campus I da UFPB, a partir das 7h30 da manhã.  Ainda na Capital, serão realizadas paralisações na sede do Dnocs e nos prédios da Previdência Social, no Centro. Em Campina Grande, a mobilização será na entrada do Campus da UFCG.
De acordo com o vice-presidente da CUT-PB, Marcos Henriques Silva, os servidores públicos estão sentido as conseqüências de corrosão da inflação em seus salários, já que os trabalhadores não estão tendo reposição de acordo com os índices registrados.
“O Brasil está em franco crescimento. Os bancos têm lucros exorbitantes, o governo vem batendo recorde de arrecadação, a balança comercial está em superávit. Porém, os trabalhadores não estão tendo nenhuma contra-partida, nem mesmo através de reajuste salarial”, destacou o sindicalista.
A paralisação também está contando com o apoio do Conlutas, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), do Sindicato dos Servidores Públicos Federais na Paraíba (Sindserf), Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência (Sindsprev), do Sindicato dos Docentes da Universidade Federal da Paraíba (ADUFPB) e do Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior do Estado da Paraíba (Sintesp).
Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior do Estado da Paraíba (Sintesp), uma pauta de reivindicações de categoria já foi protocolada há um ano e até agora não houve uma resposta definitiva.

A pauta geral dos Servidores Públicos Federais inclui:

·         Definição de database (1º de maio)
·         Política salarial permanente com reposição inflacionária, valorização do salário base e incorporação de gratificações
·         Cumprimento, por parte do governo, dos acordos e protocolos de intenções firmados
·         Contra qualquer reforma que retire o direito dos trabalhadores
·         Retirada dos PLPs, MPs, Decretos contrários aos interesses dos servidores públicos
·         Paridade e integralidade entre ativos, aposentados e pensionistas
·         Reajustes dos benefícios

Panfleto Sintespb

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Fotos do lançamento da Campanha Nacional pelo Fim do Plebiscito









Sindicatos Rurais e CUT lançam planfleto

Os sindicatos rurais e a Central Única dos Trabalhadores na Paraíba lançaram um panfleto reivindicando uma série de ações contra a intolerância contra o uso de motos na zona rural dos municípios da Paraíba. O panfleto também revindica providências urgentes no combate à Segurança na zona rural e a seca. 




NOVA DIRETORIA DO SINPUC É EMPOSSADA EM NOVA PALMEIRA


Eleita no dia 19 para um mandato de três anos, a nova diretoria do Sindicato
dos Servidores Públicos Municipais do Curimataú (SINPUC) foi empossada neste domingo (22).

Durante os discursos, os novos dirigentes relembraram a trajetória do sindicato e o trabalho
da sindicalista Cícera Batista.

Clique aqui e leia a matéria completa.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

TERCEIRIZAÇÃO: CUT vai fazer uma campanha nacional por uma regulamentação decente


13/04/2012

Informação foi dada durante seminário que discutiu impactos da terceirização nesta sexta-feira, na Unicamp

Escrito por: Marize Muniz

A CUT vai lançar uma ampla campanha nacional com o objetivo de informar a sociedade e mobilizar as bases CUTistas sobre os riscos que a classe trabalhadora corre caso a terceirização da mão de obra não tenha uma regulamentação decente. 
A informação é do secretário de Relações de Trabalho da CUT, Manoel Messias, que participou nesta sexta (13), do seminário "A Terceirização e seus Impactos sobre o Mundo do Trabalho: Dilemas, Estratégias e Perspectivas", que está sendo realizado no CESIT/Unicamp desde ontem. 
 “A sociedade e nossas bases precisam compreender o que está em jogo e nos ajudar na luta contra a verdadeira desregulamentação das relações de trabalho que representa o Projeto de Lei nº 4330, que está tramitando na Câmara dos Deputados”. Para Messias, o maior desafio do Fórum Nacional Permanente em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização, que organizou o seminário, é justamente inverter a correlação de forças no Congresso Nacional.
O PL 4330, de autoria do deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO), relatado pelo deputado Roberto Santiago (PSD-SP), estende a terceirização para todas as atividades - atualmente, a lei só permite terceirização nas atividades-meio das empresas.  Para sindicalistas da CUT, CTB, Nova Central, CGTB, juizes, procuradores do trabalho e estudiosos do mundo do trabalho, este PL , na verdade, promove uma reforma trabalhista profunda e com sérios riscos aos direitos já conquistados pelos trabalhadores brasileiros.
Durante o seminário, os palestrantes reafirmaram o manifesto do Fórum em defesa dos trabalhadores terceirizados, como consenso de posições sobre os impactos da terceirização e bases para sua regulamentação; decidiram convocar um dia nacional de luta contra a terceirização e contra o substitutivo do Projeto de Lei nº 4330 elaborado pelo deputado Santiago; e, ainda, ampliar o Fórum, reforçando o fato de que a terceirização é um problema de toda a sociedade.
No segundo dia do seminário, os debatedores ratificaram a posição dos palestrantes que falaram na quinta-feira de que a terceirização precariza as condições de trabalho e ameaça o direito dos trabalhadores; é uma forma de contratação de mão de obra tem como objetivo aumentar a produtividade, a competitividade e o lucro das empresas e precisa ser regulamentada para proteger os direitos dos mais de 12 milhões de trabalhadores terceirizados do país. E isso só ocorrerá se o substitutivo de Santiago for alterado.
Para os palestrantes a presença do movimento sindical no Fórum é fundamental para reforçar esta luta. Por isso, além da CUT, da CTB e da Intersindical , que participaram do seminário, é preciso que mais entidades participem das atividades do Fórum. Se não houver luta social, importantes mobilizações, corre-se o risco de ver o PL 4330 aprovado.
O representante da ALAL – Associação Latino Americana dos Advogados Trabalhistas, Maximiliano Nagl Garcez, concordou que esta mobilização e conscientização é essencial porque a terceirização “é prejudicial para toda a sociedade”. Segundo ele, esta forma de contratação de mão de obra diminui a arrecação da Previdência Social e do FGTS; aumenta o número de acidentes de trabalho e de doenças profissionais e, consequentemente, os custos do SUS e da Previdência.
Já Paulo Schimit, da ANAMATRA – Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho, lembrou que a terceirização reduz os custos fixos com o trabalho, tornando-o flexível e reduz  custos com redução de salários. Segundo ele, se aprovado, o  PL 4330, em 5 anos, teremos 20 milhões de terceirizados.
Schimit também fez uma forte cobrança ao governo federal. “Este governo prometeu que não haverá redução de direitos. Então, por que a Casa Civil não entra neste debate. Por que não encaminha o PL feito por todas as centrais sindicais sobre este tema ao Congresso Nacional?” O juiz disse, ainda, que o Fórum precisa “de uma mobilização e enfrentamento das forças favoráveis à aprovação do 4330 e de disputa no governo”.
Para Sebastião Caixeta, da ANPT – Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, é preciso lutar para conseguir aprovar uma lei que proíba a intermediação da mão de obra e manutenção dos conceitos de atividade-fim e atividade-meio.
“Uma Lei de direito civil não pode alterar o ordenamento jurídico, ou o direito do trabalho, a responsabilidade solidária, a necessidade de limitação das subcontratações, responsabilidade quanto ao ambiente de trabalho por parte do contratante. É preciso garantir a isonomia de direitos. O PL 4330 fere os princípios da dignidade humana e da valorização do trabalho. Artigos 1º, 7º, princípio constitucional do retrocesso social. Código Civil atual adotou a teoria do risco criado, quem terceiriza deve suportar o risco de tal contratação, art. 932 e 942 do Código Civil”.
Arlei Medeiros, da INTERSINDICAL, disse que tratar a questão da terceirização isoladamente é um erro. “Precisamos compreender o todo do movimento do capital mundial de aumentar a exploração do trabalho”.
Ele também defendeu a criação de um dia nacional de luta contra a terceirização, como parte de uma luta ampla em defesa do trabalho.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Jornada do Dieese em João Pessoa


O Departamento Intersindical de Estudos Sociais e Estatísticas (Dieese) realizou nesta quinta-feira (dia 12 de abril) sua Jornada Nacional de Debates em João Pessoa. O evento teve como tem "Negociações coletivas em 2012 e Rotatividade e aconteceu na sede do Sindicato dos Bancários da Paraíba (SEEB-PB).

A Jornada reuniu representantes de diversos sindicatos e dos movimentos sociais. A mesa de abertura contou com a presença do vice-presidente da CUT-PB, Marcos Henriques Silva, com o coordenador técnico do Dieese e dirigente sindical da Executiva da CUT-PB, Paulo Tavares, com o dirigente  e com representantes da Nova Central e da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Um painel sobre a temática abordada foi apresentado por Carlos Eduardo Noronha, técnico da subseção da Conferência Nacional dos Trabalhadores da Alimentação, de São Paulo.