terça-feira, 11 de outubro de 2011

Bancários promovem ato na Praça do Patriarca nesta terça-feira



11/10/2011

Manifestação às 16h, na região central de São Paulo, é resposta à intransigência e silêncio dos banqueiros, que teimam em não negociar

Escrito por: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região


A ordem é fortalecer a greve ainda mais. A paralisação dos bancários, que nesta terça-feira chega ao 15º dia com 9.090 locais parados em todo o Brasil, terá de crescer para forçar os banqueiros a distribuir um pouco da riqueza que querem reservar só para eles e para seus altos executivos.

“A categoria está parada porque o setor que mais lucra no país não quer valorizar seus funcionários e isso não vamos aceitar”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira. “Somos nós bancários que estamos o ano inteiro trabalhando, na linha de frente, no atendimento e fidelização dos clientes, fazendo crescer o resultado do setor. Deixamos de estar com a família e os amigos, nos desdobramos e quando chega a vez dos banqueiros reconhecerem tudo isso, durante a Campanha Nacional Unificada, dizem ‘não’ a todas as nossas pautas. Então, vamos dizer ‘não’ a eles também. Não vamos voltar aos locais de trabalho até que retomem as negociações e atendam nossas justas reivindicações.”

Juvandia ressalta que o movimento dos bancários é pacífico e legítimo. “Fomos forçados a paralisar nossas atividades e temos o direito de fazer isso. Os trabalhadores não devem aceitar pressão para trabalhar, nem temer retaliações. Nossa força está na nossa união e mobilização, por isso os bancos pressionam forçando voltar ao trabalho, mas não vamos ceder. Só voltaremos com negociação e proposta decente”, avisa a presidenta do Sindicato, convocando os bancários para o ato na tarde dessa terça-feira, 16h, na Praça do Patriarca. “Vamos protestar contra a intransigência dos banqueiros e cobrar respeito.”

Comando – O Comando Nacional dos Bancários reúne-se novamente nesta terça-feira, em São Paulo, para avaliar o movimento – que já é o maior dos últimos 20 anos – e estratégias para ampliar a greve ainda mais, em todo o Brasil. “Vamos sugerir ao Comando que cobre do governo posição clara sobre a nossa greve. Os bancários exercem seu direito de mobilização, único recurso diante de empresas que não querem pagar aumento real decente, mas lucram tanto que a cada quatro anos podem comprar outro banco do mesmo tamanho. Que esfolam a população com altos juros, com tarifas abusivas e se recusam a contratar mais bancários para melhorar o atendimento”, ressalta Juvandia, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional.

Boatos e ameaças – Os bancos estão plantando boatos e informações que visam intimidar e pressionar os trabalhadores para que deixem a greve. “Os bancários já conhecem a baixaria dos bancos e não devem dar ouvidos a nada disso. Já avisamos: não aceitaremos retaliações e a resposta dos trabalhadores a esse tipo de enrolação será uma mobilização cada vez mais forte”, completa Juvandia.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

greve dos bancários

Do vice presidente da CUT-PB e presidente do Sindicato dos Bancários na Paraíba, Marcos 


Henriques:


O comando Nacional dos bancários se reunirá hoje em São Paulo. 


A pauta é a avaliação da nossa greve. Recomento a todos que andam com muita ansiedade 


para terem tranquilidade e acreditarem em nosso movimento, que é o maior dos últimos 20


 anos, isso é um jogo de xadrez, não podemos demonstrar dúvida sobre os nossos 


objetivos, 


pois o objetivo do banqueiro é claro,"maximizar os seus lucros em detrimento de uma


 melhor qualidade de vida para os bancários".


 Devemos pedir a adesão dos que ainda estão em dúvida e fortalecer o movimento. Estamos


 aberto ao diálogo, contudo eles estão tendo a resposta que merecem. Avante bancários.

CUT no Jornal da Paraíba


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Fotos: Conferência de Segurança alimentar em Lagoa Seca-PB




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Fotos: Conferência de segurança Alimentar em Lagoa Seca-PB






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Plenária Nacional da CUT: resultados


13a Plenaria Nacional da CUT: no encerramento, Central define Plano de Lutas e data do Congresso Nacional

07/10/2011

Encontro destaca também crescimento da participação dos trabalhadores e trabalhadoras

Escrito por: Luiz Carvalho


Nesta sexta-feira (7), último dia da Plenária Nacional, os delegados e delegadas cutistas de todo o Brasil aprovaram o Plano de Lutas que norteará as próximas ações da CUT e também definiram o calendário do Concut (Congresso Nacional da Central), que acontecerá entre 9 e 13 de julho de 2012.

As propostas divididas em 15 eixos (liberdade e autonomia; privatização; terceirização; luta pela terra; previdência; serviço público; educação; política econômica; política internacional; política energética; política de saneamento; saúde; direitos dos trabalhadores; democracia e participação; outras lutas) reafirmam o posicionamento da Central contrário a todo tipo de terceirização por entender que nada mais é do que a gestão fraudulenta e a precarização da mão de obras. Na mesma linha, defende a revogação das leis de Organizações Sociais (OS), além da privatização e concessão de portos, aeroportos, rodovias e leilões de petróleos.

Defesa, aliás, que pode ser comprovada na prática neste exato momento, quando os trabalhadores e trabalhadoras da CUT realizam uma mobilização no aeroporto internacional de Guarulhos contra a concessão desse patrimônio nacional e pela defesa do emprego digno no dia no Dia Mundial do Trabalho Decente. “Não só debatemos temas importantes e definimos um plano para fortalecer nosso projeto político-organizativo, mas, principalmente, mostramos que não somos apenas uma central de plenárias, congressos e pressão em gabinetes de parlamentares. Nossa luta é nas ruas”, disse o presidente Artur Henrique, durante o encerramento do encontro, pouco antes de seguir para a mobilização.

O plano inclui ainda questões que tomaram conta dos debates recentes da sociedade brasileira: a Central posiciona-se contra a reforma do Código Florestal, por entender que legaliza o desmatamento e anistia os desmatadores, cobra a federalização da apuração de crimes contra sindicalistas e militantes do campo e da cidade e ressalta sua decisão contrária à desoneração da folha de pagamento.

Reafirma ainda bandeiras históricas como a defesa da reforma agrária, com atualização dos índices de produtividade da terra e limitação do tamanho das propriedades e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário.

Reforça também o apoio à luta dos professores pela aplicação da Lei do Piso Nacional do Magistério e inclui a necessidade da criação de um piso também para os funcionários da escola que não são educadores. De olho na renovação de seus quadros, recomenda que os sindicatos cutistas organizem coletivos de juventude em suas bases.

Mais trabalhadores, mais unidade

Os números finais de delegados e delegados credenciados mostram que a participação cresceu. Ao contrário da última plenária, em 2008, quando o número de participantes foi de 570 pessoas, 30 a menos que na edição anterior, em 2011, houve um crescimento, coma a participação de 614 militantes.

Desses, 63,52% eram homens e 36,48%, mulheres. Os ramos com mais delegados e delegadas foram o da Educação (20,85%) e o Rural (16,29%). As maiores delegações de São Paulo (20,36%) e Pernambuco (7,33%).

“Mesmo com a saída dos divisionistas nossa Central continua crescendo”, destacou o Secretário-Geral da CUT, Quintino Severo, antes de deixar o auditório em Guarulhos, onde ocorreu a plenária. Ele e toda a militância que faz da CUT a quinta maior central do mundo e a maior da América Latina.

Folha destaca problemas de saúde do trabalhador


03/10/2011 - 07h30

Problemas na voz passam a afastar mais profissionais

FELIPE GUTIERREZ
DE SÃO PAULO
O mercado de trabalho está em mudança, e as profissões exigem diferentes habilidades de um profissional -entre elas, a de se comunicar bem. Mas, muitas vezes, a voz não é usada corretamente.
Quem faz o diagnóstico não são consultores de recursos humanos ou economistas, mas especialistas em voz.
A fonoaudióloga Cláudia Cotes, por exemplo, estava acostumada a ter clientes "profissionais da voz", como cantores. Hoje ela também atende pessoas que, apesar de usarem as cordas vocais, não têm na voz sua principal ferramenta de trabalho: advogados, professores, analistas e executivos.
Cotes diz que os erros mais frequentes são forçar a garganta e falar alto ou durante muito tempo sem tomar água.
As consequências vão além da rouquidão -um dos sintomas comuns. O quadro, dizem especialistas, é sinal de problemas mais graves.
Duas semanas ou mais de rouquidão exigem cuidados, indica o laringologista José Eduardo de Sá Pedroso, presidente da Academia Brasileira de Laringologia e Voz. É preciso fazer exames para verificar se não há calo ou pólipo (pequena bolsa de tecido que cresce em mucosas) nas cordas vocais.
Esses inconvenientes, porém, podem ser evitados. As orientações de Pedroso são evitar pigarrear e não falar muito baixo ou muito alto.
A professora Márcia Cardoso começou a adotar esses procedimentos depois de suas cordas vocais terem sido lesadas em uma cirurgia.
"Aprendi a não tentar sobrepor a minha voz ao barulho, porque isso é um detonador de uma laringite [inflamação da laringe]", conta.
A técnica com os alunos é parar de falar e esperar que façam silêncio. "Normalmente, eles têm 'desconfiômetro'", afirma Cardoso.
Além disso, ela diz intercalar aulas em que fala muito com outras em que passa exercícios para a turma.

SEM FALA


De janeiro a agosto deste ano, 4.318 pessoas foram afastadas pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) por distúrbios na voz -324 delas devido ao trabalho. No mesmo período de 2010, contabilizaram-se 3.601 casos.
A operadora de telemarketing A.A.M., 36, é uma das que conhecem o drama de ter de parar por não poder se comunicar. Precisou ficar longe do trabalho por dois anos.
Voltou à empresa, mas teve de assumir outro posto: o de auxiliar administrativa.
"Foi um uso abusivo da voz, que vai se desgastando."