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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

CUT quer indexar aumento de salário da classe política ao índice do Salário Mínimo

A Central Única dos Trabalhadores na Paraíba (CUT-PB) irá propor que o aumento do salário de políticos seja indexado ao percentual de aumento do salário mínimo. Com isso, deputados e vereadores terão o mesmo índice de reajuste que todos os demais trabalhadores que recebem o mínimo. A proposta da CUT é de que os parlamentares não possam ter um índice de reajuste salarial maior dos que os trabalhadores paraibanos e brasileiros.




De acordo com vice-presidente da CUT-PB, Marcos Henriques Silva, a proposta será apresentada na próxima reunião da CUT Nacional, que está prevista para acontecer depois do período do Carnaval, em São Paulo. Segundo o sindicalista a ideia é que a proposta seja apresentada através de um projeto de lei.



“Estaremos nos articulando politicamente para que o projeto de lei seja apresentado e entre em vigor para promover equilíbrio social e evite o que a situação em que nos deparamos hoje, em que a classe política aumenta o seu salário em cerca de 62%, quando este índice para o trabalhador é de apenas 5%”, destacou ele.



Segundo o vice-presidente da CUT-PB, a entidade está lutando para que o governo federal adote uma política real de desenvolvimento econômico através da valorização do salário mínimo, que é recebido pela maior parte dos trabalhadores tanto que atuam na Paraíba quanto no Brasil.



“Esta proposta que a CUT-PB faz parte desta luta pela valorização do mínimo. Não é justo que o governo queira aumentar o salário em 2010 de R$ 515,00 para R$ 545,00, quando a classe dos políticos é que onera o orçamento federal com aumentos de 62% em seus salários. Queremos que os políticos também possam sentir no bolso a atual política salarial dos trabalhadores”, disse Marcos Henriques.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

CUT-PB destaca importância de aumento do mínimo

CUT-PB destaca importância de aumento do mínimo


para trabalhadores paraibanos e economia



A Central Única dos Trabalhadores na Paraíba (CUT-PB) defende que o reajuste do salário mínimo avance para R$ 580,00. De acordo com o presidente da entidade, Luis Silva, o reajuste é de extrema necessidade tanto para os trabalhadores paraibanos e de todo o Brasil, como também para o próprio desenvolvimento econômico do país. Ele alerta que um reajuste baixo pode trazer conseqüências diretas para o comércio e a indústria paraibana.



Segundo o sindicalista, ao longo do governo Lula o país como um todo sentiu as conseqüências positivas de uma política justa de reajuste do salário mínimo, que fez com que o poder de compra do trabalhador brasileiro e paraibano subisse e assim as pessoas pudessem ter mais qualidade de vida. Ele explica que o desenvolvimento trouxe ótimas conseqüências para todos os setores da economia.



Luis Silva destacou que a maneira correta de manter este desenvolvimento é dar continuidade a política de reajuste do mínimo. “O governo alega adequação ao orçamento. Mas esta adequação de despesas pode ser feita através de outras políticas que podem cortar custos e ainda incentivar o desenvolvimento econômico”, disse ele.



De acordo com o presidente da CUT-PB, uma destas possíveis soluções é promover o incentivo a indústria de transformação no país e no Estado. “O Brasil ainda está amarrado ao sistema de produzir bens brutos para depois comprar os mesmos produtos industrializados de volta. É o que acontece com a nossa soja e o aço. Na Paraíba, esta realidade é a mesma. Não temos um parque industrial que garanta por si só o desenvolvimento”, destacou o sindicalista.



“A CUT já está negociando em nível nacional em Brasília com a presidente Dilma para que o valor seja definido como R$ 580,00. Não iremos aceitar que o desenvolvimento seja estancado”, explicou Luis Silva.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

CUT quer aumento real em janeiro e manutenção da política de valorização permanente do salário mínimo

03/11/2010

Compromisso entre as centrais, o atual governo e a equipe de transição

Escrito por: Artur Henrique, presidente da CUT

A abertura de negociações entre o atual governo, a equipe de transição e as centrais sindicais em torno do valor do salário mínimo para janeiro de 2011, reafirmada em entrevista pela presidenta eleita Dilma Rousseff, reflete um entendimento surgido entre as partes logo depois que foi confirmada a queda do PIB de 2009.

A fala da presidenta, portanto, atende a uma reivindicação das centrais e demonstra respeito a um processo de mobilização dos trabalhadores iniciado em 2004, quando da I Marcha Nacional do Salário Mínimo. Dois anos depois, em 2006, firmamos o acordo atualmente em vigor, após um maduro processo de negociação.

Porém, em virtude da queda do PIB causada pela grave crise financeira internacional no ano passado, as centrais passaram a reivindicar que, pontualmente, uma nova negociação se desse em torno do aumento real de janeiro próximo, pois entendemos que os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros não são os responsáveis pela crise e, por isso, não deveriam perder a oportunidade de ter aumento real em 2011.

Isso não significa, no entanto, que pretendemos rediscutir como um todo a atual política de valorização permanente do salário mínimo (% da inflação + % de crescimento do PIB = aumento do PIB). Ao contrário, queremos mantê-la, com as previstas revisões periódicas, até pelo menos 2023, quando está aberta a possibilidade de construção de um novo acordo.

Um dos principais méritos dessa política é garantir a quem ganha o salário mínimo e para mais de 70% dos aposentados no Brasil a participação direta no crescimento econômico do País. São mais de 43 milhões de pessoas que dependem direta ou indiretamente do mínimo, o que o torna um dos mais poderosos instrumentos para fortalecer o mercado interno.

A CUT, na reunião de amanhã com o senador Gim Argello, relator da Comissão Mista de Orçamento, vai defender esses pontos. E já encaminha solicitação de audiência com o governo, a equipe de transição e as centrais.



Artur Henrique, presidente nacional da CUT