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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

CUT Paraíba auxilia a cadastrar famílias para Programa de Habitação da Caixa

A Central Única dos Trabalhadores na Paraíba (CUT-PB) está auxiliando a cadastrar trabalhadores rurais no Estado a serem beneficiados pelo Programa Nacional de Habitação Rural, desenvolvido pela Caixa Econômica Federal. De acordo com o presidente da entidade, Luis Silva, o objetivo da CUT é mobilizar os seus sindicatos filiados em toda a Paraíba para auxiliar no cadastramento para que os trabalhadores sejam beneficiados pelo programa, que é focado em agricultores de baixa renda.




“Com este trabalho pretendemos ajudar os trabalhadores a construírem as suas casas no interior, buscando garantir a qualidade de vida para o homem do campo. Estamos começando a fazer esta mobilização nesta sexta-feira, com a primeira reunião com os sindicatos da microrregião de Pilões. Em seguida, faremos em diversos outros municípios da Paraíba, buscando atingir todo o Estado”, destacou o presidente da CUT-PB.



Segundo Luis Silva, o programa desenvolvido pela Caixa é focado em famílias de trabalhadores rurais, que recebem por ano uma renda bruta familiar entre R$ 120,00 e R$ 10 mil. Os beneficiários devem estar enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), especificamente nos grupos B,C e F, incluindo aposentados.



Luis Silva destacou que a CUT-PB e seus sindicatos filiados informarão aos agricultores a documentação necessária e os auxiliarão a dar entrada na Caixa para a construção de casas no valor de até R$ 30 mil. Este valor vai variar de acordo com contrapartidas que podem ser dadas por prefeituras e outras entidades. O programa faz parte do Minha Casa Minha Vida e não foi estabelecido prazo limite para as inscrições aos beneficiários.



Para dar inicio ao processo de auxilio ao cadastramento dos agricultores, o presidente da CUT-PB participou de uma reunião com representantes do Programa da Caixa nesta última quarta-feira (dia 19), na sede da superintendência do Banco, em João Pessoa (foto). Na ocasião também estiveram presentes os prefeitos de Mogeiro e Coremas.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Sindicalistas defendes continuidade do progresso no meio rural

Continuidade do progresso no meio rural. É o que defende o presidente da CUT na Paraíba Luis Silva. Segundo o sindicalista, a agricultura familiar, responsável por abastecer 80% dos alimentos que vão abastecer as famílias brasileiras, teve um tratamento especial durante o governo Lula.

“Por isso, uma comissão formada por sindicalistas defende a candidatura da companheira Dilma. Queremos que políticas públicas para o meio rural tenham continuidade, beneficiando não só os pequenos produtores rurais, como também toda a população brasileira e paraibana, que depende desta produção para comer”, destacou ele.

De acordo com Luis Silva, a Paraíba foi contemplada ao longo do governo Lula com a criação de territórios da cidadania. Tratam-se de áreas no Estado onde o Governo Federal atua com o objetivo de promover o desenvolvimento econômico e universalizar programas básicos de cidadania por meio de uma estratégia de desenvolvimento territorial sustentável. O sindicalista explicou que no Estado, estes territórios estão situados em seis microrregiões: Borborema, Cariri Ocidental, Curimataú, Médio Sertão, Zona da Mata Norte e Zona da Mata Sul.

“Além disso, os pequenos produtores rurais tiveram as suas dívidas liquidadas, para que pudessem dar continuidade a produção. Esta foi uma iniciativa extremamente importante, porque uma vez endividado, o agricultor familiar não consegue obter novos financiamentos para a compra de insumos e sementes, gerando um ciclo negativo de negócios”, explicou Luis Silva.

Na Paraíba, a anistia dos débitos beneficiou centenas de milhares de pequenos agricultores. “Vemos como resultado disso uma maior e melhor produção que resulta em qualidade de vida para os trabalhadores e trabalhadores do Estado, garantindo a segurança alimentar das famílias. Acreditamos que com Dilma, o Brasil conseguirá manter este padrão de qualidade que antes era inacessível para as famílias mais pobres”, destacou o sindicalista.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Agricultura familiar





Neste último domingo (25 de agosto), a CUT-PB comemorou o Dia da Agricultura Familiar em Pirpirituba, junto com sindicatos rurais da Região do Brejo, com o lançamento de uma chapa para as eleições do sindicato dos trabalhadores rurais do município. A proposta da CUT para a Paraíba e o Brasil é que o Governo adote um sistema de limite de propriedades, que poderá gerar o incremento da agricultura familiar, beneficiando trabalhadores rurais e urbanos.

Com mais de 80% das propriedades ocupando espaços de até 100 hectares e ocupando quase 500 mil pessoas em todo o Estado, a agricultura familiar é responsável por quase 70% dos alimentos consumidos nas mesas paraibanas. Os dados são citados por Luis Silva, presidente da Central Única dos Trabalhadores na Paraíba (CUT-PB) e agricultor, que destaca que ainda há muito o que se fazer na defesa desta atividade no Estado.

Luis Silva explicou que em relação ao sistema de limites de propriedade o que os trabalhadores rurais e a CUT querem é a aprovação de um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que determine que limite máximo para propriedade rural seja de 35 módulos, o que pode chegar a representar 1.925 hectares em áreas de baixa produtividade agrícola, como a Região do Semi-árido.

“Um módulo pode variar de 7 a 55 hectares. O que determina é o tipo de solo, vegetação, clima, entre outros fatores. No Litoral, por exemplo, um módulo equivale a 7 hectares. No Sertão são 55 hectares”, disse ele. Segundo o sindicalista, entre os dias 1º e 7 de setembro deste ano, a CUT estará coletando assinaturas em favor de um plebiscito e aprovação de uma PEC. Há um calendário de atividades para este ano que define uma série de ações em divulgação e aprovação do Projeto.

Ele explicou que vários outros países, a exemplo do Peru, na América do Sul, já definiram há muitos anos seus limites de propriedade. “A determinação dos limites deve ser regulamentada, inclusive com seus critérios de uso, como a legislação que regulamenta o trânsito, por exemplo. A terra deve ter limites de propriedade, para evitar que uns tem demais e outros tenham nada”, destacou.

Lula discursa no Encontro Nacional de Agricultura Familiar


Confira o que o presidente Lula disse durante o
Encontro Nacional da agricultura Familiar realizado na última
sexta-feira (23 de julho) em Feira de Santana na Bahia

fonte:www.cut.org.br

De acordo com o presidente, é importante elencar os avanços dos quais “o povo foi responsável, ao eleger um igual para dirigir o país”. Em 2002, o BNB (Banco do Nordeste) emprestou R$ 262 milhões e tinha 37% de inadimplência e em 2009 emprestou R$ 22 bilhões, com apenas 3,3% de inadimplência. “O mais importante é que R$ 1,3 bilhão foi para os pequenos produtores do Nordeste brasileiro”.


Lula disse que com a concepção e compromisso de “fortalecer o pequeno” foi feito o “milagre da multiplicação dos pães” e que a queda da inadimplência ocorreu “porque o pobre paga, pois só tem o seu nome e a sua cara como patrimônio, pobre não gosta de ir pro Serasa, pro SPC”. Por isso o presidente disse que teve de conversar de perto com algumas instituições que dificultavam os empréstimos populares, colocando muitas letras e nomes diferentes, que inviabilizavam o entendimento e o atendimento, distanciando o pobre dos bancos. “Eu disse para diminuir aquele monte de letras, baixar os juros e aumentar o dinheiro”, declarou o presidente, sob um mar de aplausos. “Quando assumi, tínhamos R$ 300 bilhões de crédito disponível, hoje temos R$ 1,5 trilhão. A Caixa Econômica Federal tinha R$ 77 bilhões de crédito, agora tem R$ 281 bilhões. Apenas nos últimos seis meses a Caixa já emprestou mais do que em todo o ano passado. Nós aprendemos rápido e no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), saltamos de R$ 2,4 bilhões no início do governo para R$ 16 bilhões este ano”.

Um dos pontos altos do discurso foi quando o presidente citou os resultados obtidos com o Programa Luz Para Todos, que já alcança 2,4 milhões de famílias. “O IBGE tinha divulgado que eram dois milhões de casas, a maioria no campo, sem energia. Já utilizamos um milhão e cem mil quilômetros de fio, quantidade que dá para enrolar mais de 27 vezes o planeta, colocamos seis milhões de postes, 860 mil transformadores e quando terminamos os dois milhões vimos que faltavam ainda mais um milhão de casas.

Já estamos com 2,4 milhões de moradias e vamos em frente tirando as famílias do século 18 para o século 21”. Lula levou muita gente às lágrimas ao lembrar quando pegou o dedo de uma mãe que encontrava-se ao lado dos filhos em volta de uma lamparina, respirando querosene, e apertou, acendendo a luz: “ela não acreditava. Lembrei quando Miguel Arraes levou a luz para a minha tia, que saiu correndo”.

A luz era intensa para os seus olhos acostumados com a escuridão, lembrou o presidente, ressaltando o progresso que acompanha a melhoria da qualidade de vida: “com a luz vem a geladeira, o liquidificador, a cerveja gelada, afinal ninguém é de ferro”. Risos na platéia. E mais, acrescentou, “vem a televisão para ver a cara do presidente e ver muita gente falando mal do presidente”. Os risos inundaram o encontro.

Ao final da abertura, pelas mãos de Elisângela Araújo e Rosane Bertotti, o presidente e o governador receberam uma cesta de produtos da agricultura familiar. A atividade encerrou ao som do hino “agricultura familiar, mãos calejadas que alimentam o povo, sonhando terra solidária, política agrária, plantando um sindicalismo novo”.